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Estratégia

Por que sua empresa precisa estar no digital: o que 2025 e 2026 já provaram

Os números oficiais de 2025 e a projeção para 2026 mostram por que estruturar presença digital virou questão de sobrevivência — não de marketing.

Grupo RQS· 25 de junho de 2026· 8 min de leitura
Por que sua empresa precisa estar no digital: o que 2025 e 2026 já provaram

Resumo executivo: o e-commerce brasileiro saiu de R$ 196 bi (2023) para R$ 235,5 bi (2025) e deve alcançar R$ 259,8 bi em 2026. Quem ainda trata o digital como complemento está perdendo participação de mercado em tempo real.

Existe uma pergunta que ainda escutamos em diagnósticos com empresários de médio porte:

"Será que faz sentido investir pesado no digital agora?"

A resposta curta é: faz, e está atrasado. A resposta longa está nos números que o próprio mercado brasileiro entregou em 2025 e segue entregando em 2026 — todos de fontes oficiais.


O ponto de partida: o que 2023 e 2024 já mostravam

Antes de olhar para frente, é importante entender de onde estamos saindo.

Segundo o Observatório do Comércio Eletrônico do MDIC:

  • 2023: R$ 196 bilhões em vendas online no Brasil.
  • 2024: R$ 225 bilhões, com crescimento de 10,5% e 414,9 milhões de pedidos.
  • Ticket médio em 2024: R$ 492,40.
  • Participação de MPEs: 30% do volume total — e crescimento de +1.200% desde a pandemia.

📎 MDIC — E-commerce nacional movimentou R$ 225 bilhões em 2024

📎 MDIC — E-commerce alcança R$ 196 bi em 2023

Tradução prática: o digital deixou de ser vantagem competitiva das grandes. Virou canal obrigatório até para quem fatura menos de R$ 5 milhões/ano.


2025: o ano em que o digital virou mainstream

A projeção da ABComm

No início do ano, a ABComm projetou faturamento de R$ 234,9 bilhões para 2025 — alta de 10% sobre 2024.

📎 Poder360 — ABComm projeta R$ 235 bi em 2025

O fechamento real da ABIACOM

O número final, divulgado pela ABIACOM (Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce), superou a projeção:

  • Faturamento: R$ 235,5 bilhões
  • Crescimento: +15,3% vs. 2024
  • Compradores ativos: quase 100 milhões

📎 ABIACOM — E-commerce em 2025 fatura R$ 235,5 bi

Os três movimentos que aceleraram tudo

Não foi um único fator. Foram três movimentos estruturais que se reforçaram:

1. Mobile + WhatsApp viraram checkout

O celular respondeu pela maior parte das compras, e o WhatsApp consolidou-se como canal de venda direta — não só atendimento.

2. Pix superou o cartão

Em volume de transações no varejo digital, o Pix passou o cartão e derrubou o atrito de pagamento que historicamente trava conversão.

3. IA aplicada à conversão entrou em produção

Recomendação, busca interna e atendimento automatizado deixaram de ser projeto piloto e viraram operação padrão nas empresas sérias.

📎 Times Brasil/CNBC — E-commerce passa de R$ 200 bi e vira mainstream com IA, WhatsApp e mobile


2026: quase R$ 260 bilhões e uma nova régua

A projeção da ABIACOM para 2026 é de R$ 259,8 bilhões, crescimento estimado de +10%. O primeiro semestre já confirmou a trajetória — e revelou algo ainda mais importante que o número absoluto: a maturidade do setor.

📎 Times Brasil/CNBC — E-commerce deve atingir quase R$ 260 bi em 2026

📎 Contexto Notícias — Projeção ABIACOM 2026: R$ 259,8 bilhões

O que mudou estruturalmente

Marketplaces concentram ~80% das vendas

Quem depende só de canal próprio sem estratégia de marketplace perde alcance. Hoje, 8 em cada 10 vendas online passam por um marketplace.

Categorias se reorganizam

Moda perdeu a liderança isolada. Casa, beleza, alimentos e serviços ganham participação acelerada.

Fraude e governança viram régua mínima

Operação madura agora exige antifraude, governança de dados e compliance — não é mais opcional.

📎 UOL Host — Números do e-commerce em 2026


O que isso significa para a sua empresa

Os números acima descrevem o mercado. A pergunta real é:

Qual fatia desse mercado está passando pela sua operação hoje?

Em diagnósticos que rodamos no Grupo RQS, três padrões aparecem em empresas que ainda tratam o digital como "complemento":

1. CAC fora do controle

Sem estrutura de tracking e atribuição, paga-se caro por tráfego que não converte — e ninguém na operação consegue dizer por quê.

2. Marketplace ignorado ou mal operado

Em um mercado onde 80% das vendas online passam por marketplace, ficar de fora — ou operar sem governança — custa receita real, todo mês.

3. Pós-venda analógico

Pix e WhatsApp resolveram pagamento e comunicação. Quem ainda opera retenção por planilha está deixando LTV na mesa.


A conclusão honesta

Entre 2023 e 2026, o e-commerce brasileiro deve saltar de R$ 196 bi para quase R$ 260 bi — um crescimento de +32% em três anos, em um país que cresceu PIB em ritmo bem inferior.

Não existe cenário realista em que sua empresa cresça acima da média do setor sem estrutura digital auditável, previsível e escalável.

Não é sobre "estar na internet". É sobre estar na infraestrutura onde o varejo brasileiro hoje acontece.


Fontes consultadas

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